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Entendendo um pouco mais da crise


A crise já afeta o mundo inteiro de forma arrasadora, exceto a China que vive um momento de aparente isolamento dos problemas do mundo e continua crescendo, ou ao menos caindo mais vagarosamente que os outros, agora vamos analisar o que levou a crise, no que ela consiste e outras coisas mais.

Para começar, desde a segunda metade do ano passado o mercado imobiliário americano vem passando por um período de decadência, a inadimplência dos hipotecários, um aumento súbito na oferta no setor imobiliário e o conseqüente prejuízo dos bancos que ofereciam linhas de crédito e financiamento nesse mercado iniciaram o processo da crise.

A crise na verdade é uma crise de confiança, após um período de grandes prejuízos devido à inadimplência, os bancos passaram a restringir o crédito, juros mais altos, prazos mais curtos, impondo limitações àqueles que viriam a pedir crédito para qualquer fim.

As bolsas caem porque muitos investidores endividados ou que prevêem quedas nas suas ações redirecionam seus investimentos para setores mais confiáveis, como empresas estatais, principalmente as americanas. Mais ações estão no mercado, menos capital é injetado para compra de ações, estas perdem o valor e consequentemente os indices das bolsas.

Conseqüências

  • Empresas sem capital de giro e esperando que muitos clientes deixassem de honrar suas dívidas tiveram de vender mais ações para suprir essa falta de capital, agravando ainda mais o problema de excesso de oferta no mercado.
  • Alguns bancos como o Lemann Brothers entram em concordata ou declaram falência, outros, principalmente na Europa, são estatizados para não fecharem, no Brasil, nenhuma medida é tomada, pois nenhum banco brasileiro demonstrou sinais de decadência como outros no mundo.

Expectativas para o fim da crise

O fim mais provável para crise seria o momento em que grandes investidores perceberiam que o momento certo de comprar ações chegou, ou seja, o auge da crise, ou o limite para o colapso, foi atingido e começariam a comprar as ações prevendo que, após alguns anos, a economia voltará a crescer normalmente, esses investidores terão lucros gigantescos, pois comprarão ações a valores irrisórios que tendem a voltar ao valor anterior à crise em um período relativamente curto.

Ao fim da crise, podemos esperar Estados tão poderosos economicamente quanto eram há algumas décadas, o Estado terá grande influência sobre os maiores bancos do mundo, portanto podemos prever mais uma década de privatizações, possivelmente a partir de 2015, como ocorreu na última década.


A crise no Brasil

Com investimentos “fugindo” para os EUA, o dólar passou por um aumento de mais de 25% em alguns meses. Para conter esse aumento, o governo brasileiro lançou dólares no mercado, o primeiro pacote, de US$500 milhões, foi lançado dia 19 de Setembro e forçou uma queda de 5,13% neste dia.

O setor da construção civil, que apresentava forte crescimento nos últimos anos teme um período de desaceleração, pois as empresas do setor não têm dinheiro em caixa para manter os projetos em andamento e esperam uma queda abrupta nas vendas devido às novas condições de financiamento, e provavelmente terão seus lucros reduzidos ao emprestar dinheiro de bancos estrangeiros com juros mais altos.

Com a baixa nas commodities, o Brasil perde muito, as ações da Petrobras estão em queda, o mesmo ocorre com a OGX petróleo, o setor agrícola também não passa por um bom momento, que é agravado ainda mais pela escassez dos insumos no mercado.

Comments (2)

Vlw a ajuda Ton...
Bom texto...

Te Amo
Dillas...

Ps. "michael" é o nome do meu cunhado...

Oww, ajudouu cara! vlwss Ton! ou TOM?
kkk

bom texto!