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pequena reflexao

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Talvez a chuva lave, as memorias que aqui escrevo, como lava uma calçada, um beco.
Talvez o tempo apague, as memorias que aqui recordo, como apaga velhas fotos esquecidas na gaveta.
Talvez o vento leve , os momentos que passamos, como leva folhas secas a rodopiar pelas ruas.
Talvez o vento carregue, meus ageis pensamentos, como carrega um grão de areia a lugares insondáveis.
talvez a vida seja mais do que certezas.


talvez ;)

Fingimento

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As horas escorrem pelas minhas unhas

Enquanto o desespero me acaricia o rosto
E a ansiedade beija minha mão
O juízo daqueles que tentam aprender é chegado


Eu deveria engolir a literatura
Mas os livros é que estão me devorando
Só irei lembrá-los por pequenos instantes
Enquanto minha mente precisar reter as palavras
Com a finalidade de mostrar que as tenho

Depois, nunca mais...

Conhecimento ignorante
passageiro
Em muitos momentos, nada se aprende
tudo se decora

E ao final, o alívio de saber nada é enganar os outros
Não fui aquilo que demonstrei no papel
Mas fingi muito bem




desabafo

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estou cansado..
muito cansado..
com o coraçao pesado e acorrentado por correntes q eu mesmo as atei...

preso e sozinho carregando a triste marca de uma cicatriz invisivel q arde em fogo seco e brando...
pesado por sentir o coraçao pisado miseravelmente dia a dia em meio ao caos de sentimentos confusos...
sentindo a fria lamina dos olhos de pedra me dilacerarem a toda e qualquer tentativa....
nao quero mudar mais do q ja mudei, nem aguentar mais dores pelas quais passei por razoes q sei q nao mais existirao depois de minha partida....
mais como resistir aqueles lindos olhos castanhos?
como mudar palavras mal ditas e maldiçoes nao ditas?
Meu Deus, como me esconder daqueles lindos olhos castanhos....?
como podem ser sao belos e tao frios ?
mil vezes cegar-me antes de olha-los outra vez..
mais mil vezes morrer a ter q esquece-los..

por que?
por que?

MALDITOS OLHOS CASTANHOS
pois estes olhos sabem
q mesmo os odiando, continuo a ama-los,

e duplamente malditos por saberem q quero ser livre,e nao me libertam.. ...

Momento

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O som adocicado das folhas
dançando ao vento

tomam a forma de soluços afogados
tristes e solitários.


O irreal nunca se tornou tão encantador
tão envolvente,
pois o real apodrece
a imagem refletida no espelho.

É confortável traduzir a alma em versos
em momentos em que só a poesia me compreende

Cognatos

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[reclamação de um alégico]

Poeira
Empoeirar
Empoeirado
Aatchiim!!!

Ainda não é o momento... ?

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Seguindo o tema proposto pelo Rafael

Quando se escreve sobre desse assunto aqui no Brasil, ele se torna meio indefinido. Se não fosse pra ser agora quando seria? porque aqui no Brasil, a situação de dispariedade social nunca será revertida como se pretende - em um mundo utópico - tampouco haverá sobra de dinheiro para investir em uma sede olímpica. Mais utópico seria esperar que a corrupção (como a que houve, ainda que não provada, no Pan) aqui no Brasil se extinguisse.

Então já era, estamos ferrados?
Quem sabe ainda não, pois uma Olímpiadas pode trazer investimentos externos para o local do evento, patrocínios para o esporte nacional, mudanças nos hábitos da população - seguindo o exemplo da China, as pessoas foram reeducadas a não cuspir na rua, como era um hábito lá; o esporte teve um grandioso investimento, tornando a China um dos países expoentes no cenário nacional - e, outra estória, agora já era, sediaremos uma Olímpiada!
A opção que há é fiscalizar-se todos os investimentos, na tentativa de evitar-se ocorrer, como dito acima, o desperdício de $ como ocorreu no Pan.

Ah, ainda tem a Copa do Mundo de Futebol, que é um grande evento internacional e que grande parte do que foi revelado também se encaixa neste caso.

Ainda não é o momento...

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O Brasil finalmente vai realizar um sonho, sediar as Olimpíadas de 2016. Uma grande oportunidade para mostrar o desenvolvimento do país nesses últimos anos. Uma excelente oportunidade para o Brasil sair do anonimato e mostrar ao mundo, como disse nosso presidente, “sim, nós podemos”.
Todavia, não acredito que já estejamos nesse momento de exibição. É fato que nosso país se desenvolveu de forma conveniente desde a última década. Entretanto, muitos problemas ainda estão circundando o cotidiano dos brasileiros.
Talvez eu esteja equivocado, mas com o crescimento atual de nossa pátria, ela se encontra em momento mais que oportuno para as reformas em grande parte dos setores de administração pública, bem como nos setores sociais.
Ao se lembrar da China, nas últimas olimpíadas, recorda-se de muitos protestos ao longo do mundo, principalmente sobre a questão do Tibet. Embora gloriosa, as olimpíadas de Pequim apenas mostraram o poder econômico chinês e expôs a pobreza das políticas sociais de um sistema desajeitado, no qual se misturam socialismo e capitalismo.
Logo, antes de nos vangloriarmos nas olimpíadas, deve-se tentar ao menos solucionar questões que sempre assombram o governo, como melhorias na educação, saúde, previdência e fiscalização pública, e talvez até tocar numa ferida que não cicatriza, a reforma agrária.

banho

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vapor
fogo e agua, eu e você
calor
o toque quente no azuleijo frio
amor
a chama ardente de saudade e paixão
suor
o corpo sente o outro corpo mais quente
Alinhar à esquerdamelhor
o beijo envolvente de labios molhados
molhar
a agua que corre por corpos colados
saciar
o desejo de ter mais e mais
sentir
respiração no pescoço, unhas pelas costas nuas
amor
envolver em um abraço de agua e tesão
calor
a pele arrepia ao toque molhado
vapor
fogo e agua, nós a sós

olhando o ceu

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se tem nuvem
se nu vem tem
nu servem ser
ser nuvem sem
sem vir sem ver
só ser sem sol
ser só nuvem
vir só nu sol
nu vem sem ter
servir sem sol
ser sol ser nu
ser ceu ser sal
sem ser sem ter
só sorver-se
se sol ser sem
nuvem ver ter
nuvem ser ceu
ser só nuvem....

Nova Procura da Poesia

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[Paródia do poema "Procura da poesia", Carlos Drummond de Andrade]


Não faças versos sobre a comida
não há alegria nem gozo perante à fome
diante dela o vivo é estático
não cresce, não engorda.
Não faças poesia com a boca
enquanto ela estiver cheia de carne
e dos lábios escorrer gordura
Pois a barriga é cheia, a mente vazia
vazia como muitos estômagos vazios.
Não cantes o frio se não puder sentí-lo
o canto não é beleza, é experiência
não é música o clamor dos calafrios.


O canto não é barulho das águas sobre as rochas
se a rocha é água de muitos
ou riqueza de poucos.
A poesia (não a tires de teus prazeres)
existe a todos.

 

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