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desabafo


estou cansado..
muito cansado..
com o coraçao pesado e acorrentado por correntes q eu mesmo as atei...

preso e sozinho carregando a triste marca de uma cicatriz invisivel q arde em fogo seco e brando...
pesado por sentir o coraçao pisado miseravelmente dia a dia em meio ao caos de sentimentos confusos...
sentindo a fria lamina dos olhos de pedra me dilacerarem a toda e qualquer tentativa....
nao quero mudar mais do q ja mudei, nem aguentar mais dores pelas quais passei por razoes q sei q nao mais existirao depois de minha partida....
mais como resistir aqueles lindos olhos castanhos?
como mudar palavras mal ditas e maldiçoes nao ditas?
Meu Deus, como me esconder daqueles lindos olhos castanhos....?
como podem ser sao belos e tao frios ?
mil vezes cegar-me antes de olha-los outra vez..
mais mil vezes morrer a ter q esquece-los..

por que?
por que?

MALDITOS OLHOS CASTANHOS
pois estes olhos sabem
q mesmo os odiando, continuo a ama-los,

e duplamente malditos por saberem q quero ser livre,e nao me libertam.. ...

Comments (3)

Há algum tempo eu me identificaria com esse poema... menos absinto (ou vodka) brow...
Muito bom!

"Tinham não sei que fluido misterioso e enérgico. Uma força que arrastava pra dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca"
Ow, esse tal de Amor é um negócio esquisito, essa vontade de estar por perto, esse frio na barriga, essa agonia constante (deriva que dá zero, colega-zuei nessa), esse "estar-se preso por vontade", essa "dor que desatina sem doer".
Caiu-me como uma luva, tá de parabéns, Brow!
Beijos!

P.S.: Gérson, se você não postar nada, não tem como eu comentar (dica). Depois não me venha dizer que eu só comento o Rafa e o Brow!

Muito lindo!!!
O poema consegue se encaixar na vida de cada um [como disse a Bru] 'como uma luva'... ou seja, também serve para a minha [rs]