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Flor de Concreto

Acordo na manha gélida
cinzenta e insana
em meio a feras mecânicas
consumido a minha energia.

A passos rápidos guio
por entre corpos vazios
com seus pensamentos perdidos
e em meio a tal confusão.

Em um cenário tenebroso
vejo crianças encarceiradas
reféns de um mundo do qual
não escolheram participar.

Passo o dia em fechado
cercado com um ar artificial
procurando novas máquinas e
[ tecnologias
para no fim meu lugar ocupar

Ao cair da noite, à varanda
sentado com o copo ao lado
tento encontrar o sentido
na minha decisão.

Não era está a promessa de
vida prospera, feliz e Bela.
Na fina flor de concreto ainda
procuro, se nela houver.

Comments (2)

Enfim, mais um dos Poeteiros. Uma releitura (se é que posso chamar assim) de "A Flor e a Náusea" desde o título. Em meio a tantas luzes da cidadae o nosso eu às vezes se vê no escuro, perdido, sem rumo. O meu eu pelo menos dá um chiliques desses. Tá de parabéns, Daniel, bom conhecer o trabalho de mais um e não ter que esperar o Rafa pra comentar! (hua hua hua). O poema é lindo, eu diria, brilhante. Beijos, Rapazes.

Good job guy!